quarta-feira, 5 de maio de 2010

Necessidade da Reencarnação

“As lutas têm sido cruéis. Dificuldades me assinalam os passos em todo lugar. Sofro em demasia.” – Clamam, com irreflexão, aqueles que jornadeiam, desatentos, a trilha evolutiva.

“Acompanho a marcha do progresso e constato que o êxito a coroar tantas cabeças não me alcança. Creio que em breve desistirei da luta.” – Rebelam-se os companheiros do labor diário, em pleno campo redentor.
“Fracassos me seguem nos melhores empreendimentos, conduzindo-me a desespero infrene. A dor é comensal dos meus dias. Que fazer?” – Refletem, de mente desalinhada, os que se distanciam da fé racional e se consomem em interrogações aflitivas.

No entanto, todos esses que seguem, sob aparente amargura, aprendem na enxerga da aflição a valorizar os tesouros divinos que malbarataram por leviandade ou loucura. Recomeçam pelos sítios em que desertaram da vida, fixando experiências que a rebeldia, mal contida, ainda hoje transforma em novos cardos a se lhe cravarem nos tecidos sutis da alma.

Tem paciência diante da aflição punitiva ou libertadora. Não te recolhas à análise deprimente dos fatos ou das oportunidades. Enquanto contabilizas desditas, olvidas a claridade estelar espargindo luminosidade, seja durante o dia, seja na escuridade da noite.

Tudo são lições. O desgosto de agora transformar-se-á em proveitosa experiência de amanhã.

Caminho percorrido – local identificado.

Afervora-te ao exame do trabalho sem a desarmonia ansiosa dos resultados que temes. O que hoje parece insucesso logo mais se converterá em dadivoso bem.

Joanna de Ângelis

Do livro: Lampadário Espírita
Psicografia: Divaldo P. Franco
Editora: FEB

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(Página de abertura da Reunião Pública do CELD no dia 05/05/2010)