“Acompanho a marcha do progresso e constato que o êxito a coroar tantas cabeças não me alcança. Creio que em breve desistirei da luta.” – Rebelam-se os companheiros do labor diário, em pleno campo redentor.
“Fracassos me seguem nos melhores empreendimentos, conduzindo-me a desespero infrene. A dor é comensal dos meus dias. Que fazer?” – Refletem, de mente desalinhada, os que se distanciam da fé racional e se consomem em interrogações aflitivas.
No entanto, todos esses que seguem, sob aparente amargura, aprendem na enxerga da aflição a valorizar os tesouros divinos que malbarataram por leviandade ou loucura. Recomeçam pelos sítios em que desertaram da vida, fixando experiências que a rebeldia, mal contida, ainda hoje transforma em novos cardos a se lhe cravarem nos tecidos sutis da alma.
Tem paciência diante da aflição punitiva ou libertadora. Não te recolhas à análise deprimente dos fatos ou das oportunidades. Enquanto contabilizas desditas, olvidas a claridade estelar espargindo luminosidade, seja durante o dia, seja na escuridade da noite.
Tudo são lições. O desgosto de agora transformar-se-á em proveitosa experiência de amanhã.
Caminho percorrido – local identificado.
Afervora-te ao exame do trabalho sem a desarmonia ansiosa dos resultados que temes. O que hoje parece insucesso logo mais se converterá em dadivoso bem.
Joanna de Ângelis
Do livro: Lampadário Espírita
Psicografia: Divaldo P. Franco
Editora: FEB