Sendo intérprete dos pensamentos dos espíritos comunicantes, é natural que a mensagem transmitida contenha algo do médium, assim como o espelho que reflete uma imagem, o faça de acordo com as suas possibilidades.
Um espelho embaçado ou partido evidentemente refletirá imagem com tais distorções, embora o objeto refletido se mantenha íntegro.
O espelho mental do médium, portanto, é de fundamental importância no processo das comunicações intelectuais.
Semelhante às águas de um lago, o médium necessita zelar pela sua serenidade mental, para que a mensagem dos espíritos se reflita com a fidelidade possível...
É lógico que a preparação maior do médium deve acontecer no dia a dia; mas, como sobre a Terra ninguém consegue fugir às lutas, poucas horas em que ele consiga se isolar dos problemas serão de grande valia para que os espíritos não encontrem tantos obstáculos mentais...
A frequência mental em que o médium procura manter-se em sintonia, estável em suas emoções, tem significado fundamental na mediunidade.
Como percebemos, o assunto é complexo, mas não devemos nos entregar ao desalento.
A mente vige na base de tudo, e, se queremos êxito em nossos empreendimentos, busquemos o equilíbrio.
Só de os médiuns tomarem consciência do que expomos será de grande proveito, porque, assim, poderão manter-se mais vigilantes e aprender a “selecionar” as ideias que captam, feito o garimpeiro que, na bateia, separa o diamante do cascalho.
Creiam que nós, espíritos comunicantes, também estamos sujeitos a essas oscilações mentais e não é igualmente sem grande esforço que conseguimos sustentar a sintonia na transmissão que desejamos.
Odilon Fernandes
Do livro: Somos Todos Médiuns
Psicografia: Carlos A. Baccelli
Editora: Didier