segunda-feira, 19 de julho de 2010

As qualidades do médium

...a mediunidade em si relaciona-se com o organismo, conforme os próprios espíritos disseram a Kardec.
Um corpo debilitado cerceará ao médium o exercício da mediunidade, de maneira parcial ou total.
Não é por outro motivo que, de maneira geral, com o avanço da idade física, a tendência do médium é sentir-se mediunicamente limitado, o que é compreensível.
Mas de que valerá um médium em forma, do ponto de vista físico, se ele não o estiver do ponto de vista moral?!
De que serve o instrumento musical nas mãos de quem não se encontra apto para manejá-lo, extraindo dele o que é capaz de produzir?!
Tão ou mais importante que ser bom médium é ser médium bom.
Um bom médium poderá ter uma faculdade belíssima, mas somente um médium bom contará com o aval da Espiritualidade superior.
Um médium jovem e robusto talvez não consiga executar a tarefa de um médium idoso e doente.
As qualidades morais do médium são indispensáveis.
Os espíritos, se necessário, poderão até se esforçar no sentido de suprir no médium determinadas limitações físicas, mas não poderão fazer o mesmo no que se refere às suas limitações de ordem moral.
Se um bom médium é facilmente encontrável, um médium bom é raridade.
Quantos médiuns existem que não desejam assumir compromissos com a mediunidade?! Quantos bons médiuns se perdem no turbilhão das exigências do mundo, excessivamente envolvidos nas transações da vida material?!
O ideal da mediunidade é que o bom médium seja um médium bom. Quando os espíritos conseguem encontrar em um só medianeiro estas duas condições reunidas, eles conseguem a realização de verdadeiros prodígios...
É claro que, quando falamos em bom médium e médium bom, não podemos nos esquecer de falar em bom espírito e espírito bom, porque, se existem espíritos hábeis no processo do intercâmbio mediúnico com os homens, poucos são os que sabem aproveitá-lo de maneira construtiva.
A maioria dos espíritos que, através da mediunidade, entram em contato com os homens, são espíritos que deixam a desejar no que se refere à moralidade. E não estamos sendo moralistas nesta nossa constatação.
Os espíritos sempre disponíveis aos médiuns, de maneira geral, são de discreta condição evolutiva, notadamente no campo da moral. Podem até ser espíritos com algum conhecimento, mas com quase nenhum esclarecimento.
Portanto, esforçando-se para ser bons médiuns, que os portadores de faculdades medianímicas se esforcem para ser médiuns bons, aplicando-se à prática do Evangelho.
Somente os médiuns bons poderão contar com a tutela dos espíritos bons, atentos ao preceito de que “semelhante atrai semelhante”.

Odilon Fernandes

Do livro: Somos Todos Médiuns. Didier
Psicografia: Carlos A. Baccelli

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(Página de abertura da Reunião Pública do CELD no dia 19/07/2010)