segunda-feira, 26 de julho de 2010

Na Falta de Outro Médium

...às vezes, na falta de um médium melhor preparado, os espíritos que necessitam comunicar-se servem-se do medianeiro que encontram disponível, mesmo com suas limitações.
As comunicações esporádicas dos espíritos esclarecidos através dos médiuns iniciantes ou imperfeitos têm ainda o objetivo de incentivá-los no desenvolvimento de suas faculdades, tanto quanto no seu progresso espiritual.
Os espíritos sentem-se mais felizes com o concurso de um médium de boa vontade, em que pese as suas deficiências mediúnicas, do que com um médium de maiores recursos, mas emocionalmente instável.
O esforço de um médium limitado mediunicamente pode levá-lo a superar-se.
Muitos estranham que os Espíritos superiores se valham de médiuns despreparados intelectualmente, em seu intercâmbio com os homens... Ora, de que valeria a eles um médium intelectualizado que não deseja trabalhar?! Como é que eles poderiam utilizar-se de um sensitivo que duvida de suas possibilidades, criando obstáculos mentais quase que irremovíveis para eles?!...
Há quem questione os espíritos amigos acerca da razão de não procurarem eles o concurso mediúnico dos homens de Ciência... Mas como obter sintonia, com quem sequer admite a possibilidade da sobrevivência da alma?! A violência não consta das Leis de Deus.
Quanto maior a disposição do médium em cooperar conscientemente conosco, maior a nossa capacidade de atuação, porque não nos é possível trabalhar com médium inconsciente por um tempo muito longo, de vez que não temos o direito de nos “apossar” da mente e da vida de quem quer que seja, para colocá-lo integralmente a nosso serviço.
Mesmo o médium que mais se doa a nós outros, os desencarnados, tem o direito de viver a vida que lhe pertence e não podemos anulá-lo em seus anseios e aspirações pessoais.
Se a Lei de Deus permitisse, espíritos existem que outra coisa não fariam, no Além, que manter contato com os homens... Ora, por que não o fizeram enquanto estavam a caminho?!...
Lidando com a mediunidade, meditemos na responsabilidade que abraçamos e procuremos agir sempre com o bom senso necessário.
A mediunidade em si não possui regras rígidas em que se apóie, mas a sua utilização está diretamente relacionada com determinados preceitos de moral, aos quais médium algum se furtará, se efetivamente deseja tê-la como instrumento de aperfeiçoamento espiritual.

Odilon Fernandes

Do livro: Somos todos Médiuns. Didier
Psicografia: Carlos A. Baccelli


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(Página de abertura da Reunião Pública do CELD no dia 26/07/2010)