sexta-feira, 3 de abril de 2026

Os Obsessores

 Atuam, geralmente, de duas maneiras diferentes. 

Com sutileza, a princípio, envolvem a emoção da futura vítima, transferindo para a sua casa mental as ideias estranhas que se fi xam e terminam por predominar. Iniciado o processo vil, apoderam-se das forças psíquicas, diminuindo as resistências e culminando pela dominação total. 

Chegando a essa fase, apropriam-se de parte da maquinaria orgânica de que se utilizam, impondo-se ao tirocínio mental, que passam a explorar com impiedade e sofreguidão. 

Em outros casos, à semelhança de um dique que se arrebenta, irrompem com mensagens destrutivas ou fanáticas, envolvendo os seus dependentes no turbilhão de paixões perturbadoras em que os afogam de uma vez. 

No primeiro caso, a impiedade atormenta os departamentos psíquicos dos seus comparsas, e, no caso imediato, desorganiza de chofre as resistências, sem qualquer respeito pelo domicílio carnal da reencarnação. (...) 

Com muita propriedade, Jesus conclama a criatura humana encarnada ou desencarnada à vigilância, e Allan Kardec, com muita sabedoria, na área do intercâmbio mediúnico, adverte quanto ao perigo das obsessões. 

Os obsessores são as almas dos homens que viveram na Terra, com prestígio e poder, não se conformando com a transitoriedade carnal que os despiu e expulsou dos tronos e dominações enganosos. 

Permanecem vinculados àquelas paixões, gerando, atrevidamente, o combate que pretendem manter contra a Divindade, embora inutilmente. 

Apesar de saberem que não lograrão êxito nas façanhas têm, por outro lado, a certeza de que retardarão a marcha do progresso, dividindo as criaturas e infelicitando-as, momentaneamente, porque vinculadas aos ideais nobres. 

Noutros momentos, espicaçando os sentimentos inferiores e geralmente estabelecendo linhas de comportamento infeliz, tornam amargurados e ressentidos os seres. (...) 

Ocorre porque as suas vítimas são endividadas perante a Consciência Cósmica. 

O nosso labor estende-se à faixa dos obsessores – nossos irmãos cruéis e infelizes, pelos quais devemos orar, de quem nos devemos compadecer e a respeito de cuja existência deveremos precatarmos com todas as forças do coração, as veras do sentimento e a lucidez da alma – e aos homens encarnados nas áreas das provações redentoras. 

João Cléofas

Do livro: Suave Luz nas Sombras. LEAL 

Psicografia: Divaldo P. Franco

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(Página de abertura da Reunião Pública do CELD no dia 13/04/2026)