sábado, 15 de maio de 2010

Sensações Além-tumulo

Não olvides que a morte do corpo denso reintegrar-te-á no patrimônio de emoções que amealhas-te a benefício ou em desfavor de ti mesmo.

Agora que te confias à multiplicidade de ideias e sonhos, anseios e impressões, no campo da própria alma, a dividir-se através dos sentidos que te compõem o mundo sensorial, és qual fonte de vida a espraiar-se no solo da experiência; entretanto, amanhã, serás a síntese de ti próprio, na justa aferição dos valores que a providência te conferiu.

Se o Bem te preside a jornada, decerto, sob o amparo da lei, receberás do Senhor novos mandatos de serviço em consonância com os teus ideais, porque no culto do dever retamente cumprido, todas as criaturas ascendem verticalmente a novos quadros evolutivos.

Mas, se encarceras o espírito nos enganos da sombra, não esperes que a ausência da teia física se te faça, mais tarde, equilíbrio e libertação, de vez que a lei, ciosa de seus princípios, guardar-te-á nos resultados de tuas próprias ações, compelindo-te a restaurar os fios do destino, associando-os aos propósitos do pai excelso.

É por isso que as sensações além-túmulo representam o retrato positivo das imagens que criamos no laboratório da existência física, determinando, segundo a lição do Mestre, que o fruto de nossos desejos esteja à nossa espera, onde guardamos o coração.

Não te esqueças de que a alegria do céu e os tormentos do inferno começam, invariavelmente, em nós próprios, plasmando em derredor de nós mesmos o flagelo das paixões destruidoras que houvermos abraçado no convívio deliberado da sombra, ou no brilho do Bem, a que tivermos empenhado as nossas melhores forças, no sacrifício incessante pela vitória da luz.

Emmanuel

Do livro: Sentinelas da Luz
Psicografia: Francisco C. Xavier
Editora: CEUVisite

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(Página de abertura da Reunião Pública do CELD no dia 15/05/2010)